Busca Avançada


            Favor corrigir o período

Categorias: 
Categoria Selecione
Artigos
Ciências
Clippings
Entrevistas
Especiais
Na Mídia
Notícias
Releases


Tags Selecione
Artigo Ben Sangari
Artigo Jorge Werthein
Ben Sangari
Benham sangari
Brasil
Ciencia e Tecnologia com Criatividade
Cientistas do Amanhã
Ciência
Ciência em Foco
Ciência na Rua
Ciências
Clinton Global Initiative
CTC
Cultura
Cultura Científica
Darwin
Educação
Educação em Ciências
Einstein
Enem
Entrevista
Escola
Graciela Chichilnisky
Guia Sangari
Instituto Sangari
Jorge Werthein
Juan Carlos Tedesco
Julio Jacobo Waiselfisz
Meio Ambiente
Metodologia de Ensino
Metodologia de Pesquisa Cientifica
Milú Villela
Miriam Abramovay
Na Mídia
Professor
Programação Cultural
Projetos CTC
Rap com Ciência
Ritla
Sangari
Sangari Argentina
Sangari Brasil
sangari estados unidos
Sangari EUA
Sangari USA
Telescópio
Telescópio: Ciência
Telescópio: Educação
Telescópio: Tecnologia
Unesco
Vestibular

 
19.11.2009
Imprimir   Tamanho do Texto   A+ A-
"Copenhague é agir ou morrer" , diz Graciela Chichilnisky
Este foi o alerta feito por uma das especialistas que ajudaram a redigir o Protocolo de Kyoto. Em palestra promovida pela Sangari, ela apontou solução para impasse entre ricos e pobres
Cláudia Ribeiro - Sangari Brasil

A professora dra Graciela Chichilnisky, uma das especialistas que ajudaram a redigir o Protocolo de Kyoto, fez um alerta nesta quinta-feira, 19. Em palestra no Palácio das Cidades, no Rio, ela disse que a conferência internacional sobre o clima, no próximo mês em Copenhague, deve ser vista como "agir ou morrer". Graciela veio ao Brasil a convite da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro e da Sangari Brasil.

Segundo ela, Copenhague será um confronto entre os dois emissores de carbono, os Estados Unidos e a China, bem como das nações ricas frente às mais pobres. "A quantidade de gases causadores do efeito estufa que somente essas duas nações emitem na atmosfera terrestre poderia provocar uma catástrofe no mundo. Os Estados Unidos não querem limitar suas emissões a menos que a China também o faça, mas as nações em desenvolvimento não são solicitadas a reduzir emissões sem uma compensação."

A professora destaca que, se não houver pressão para se assinar o acordo, não haverá acordo. Ela explica que O Mandato de Berlim, em 1995, fez com que o mundo se comprometesse a um acordo. Com isso, nasceu em 1997 o Protocolo de Kyoto, que se tornou lei internacional em 2005. Contudo, os dois emissores do mundo não conseguem concordar com limites.

Em 2007, a Conferência de Bali (COPXIII) concluiu que a reunião deste ano, em Copenhague, resolveria o problema de Kyoto pós-2012. "Portanto, Copenhague é realmente agir ou morrer", reforça. "O aquecimento global é o verdadeiro primeiro problema global que enfrentamos, e mostra-se necessário que todas as nações participem ou não haverá solução."

Soluções

Para solucionar este confronto entre nações ricas e pobres, Graciela propõe uma fórmula que oferece assistência financeiras e técnicas. Na prática, a parte financeira é uma extensão do mercado de carbono e o aspecto tecnológico assegura que as reduções sejam viáveis. Para obter um equilíbrio para as nações, Graciela propõe maneiras de "compensação".

"Por exemplo, os Estados Unidos podem comprar uma 'opção' para reduzir as emissões chinesas e, assim, obter o que eles querem, enquanto proporcionam uma 'compensação' à China, conforme é requerido pela Convenção das Nações Unidas para as nações em desenvolvimento."

Na proposta de Graciela, os chineses poderiam fixar um preço mínimo pelos créditos, assegurando-se de que não estejam vendendo crescimento econômico a troco de ninharias, explica Graciela. Ela informa que esta proposta permite assistência técnica e financeira para os dois lados.

Quem é Graciela Chichilnisky

Chichilnisky é professora de Economia e Matemática Estatística da Universidade de Columbia, em Nova York, formada pelo MIT e UC Berkeley, com Ph. D. em Matemática e Economia, respectivamente. Autora de 14 livros e 222 artigos científicos publicados em revistas acadêmicas, teve intensa participação no processo do Protocolo de Kyoto, com a criação do "mercado de carbono", que se tornou lei internacional em 2005. Seu trabalho pioneiro se utiliza de mecanismos de mercado inovadores para reduzir as emissões de carbono e conservar a biodiversidade.

Leia também:

Especialista vem ao Brasil para discutir desafios de Copenhague

Desmatamento só se reduz com sociedade mobilizada, diz José Eli da Veiga

 leia também
 eventos relacionados
 Nuvem de tags
 compartilhe
       
 comente


Nome      

E-mail*      
               *O e-mail não será divulgado
15 de Março de 2010
Sangari - Notícias
 contato

SÃO PAULO
Adriana Fernandes
adriana.fernandes@sangari.com
+55(11) 7874-1736

BRASÍLIA
Luciano Milhomem
luciano.milhomem@sangari.com
+55(61) 7814-2351

RIO DE JANEIRO
Lucrecia Franco
lucrecia.franco@sangari.com
+55(21) 7850-2195

A reprodução de textos e imagens do Sangari Brasil Notícias é livre, desde que citada a fonte.