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03.02.2012
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Projeto quer deixar visível em escolas notas obtidas no IDEB
O autor do projeto, o vereador Said Xerfan, justifica que com a divulgação obrigatória do IDEB nas próprias escolas, tornando o índice visível a comunidade escolar
- Redação Portal ORM
Um projeto de Lei, protocolado nesta quinta-feira (2) na Câmara Municipal de Belém, propõe que o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) atingido por cada escola municipal durante avaliação do ensino realizado na instituição, seja, obrigatoriamente, fixado na entrada principal dessas escolas.

O autor do projeto, o vereador Said Xerfan, justifica que com a divulgação obrigatória do IDEB nas próprias escolas, tornando o índice visível a comunidade escolar, contribua para o processo de melhoria da qualidade de ensino nas escolas municipais.

Ainda de acordo com o vereador, já existem vários projetos semelhantes tramitando no Congresso Nacional. Ele enfatiza inclusive que alguns estados e municípios brasileiros já possuem suas normatizações, como é o caso do Rio de Janeiro, por meio de Decreto do Executivo, como no município de São José dos Campos, no interior de São Paulo.

A ideia foi inicialmente divulgada pelo economista Gustavo Ioschpe, que durante a visita do JN no Ar - Blitz Educação, a Belém, comentou sobre a ideia. 'O objetivo de colocar o IDEB de cada escola em sua porta de entrada é de justamente informar aos pais e alunos a qualidade da escola do filho e como ela se compara com o IDEB médio do município e do estado. Dessa maneira, espero que os pais que têm filhos estudando em escolas de boa qualidade possam reconhecer e apoiar seus professores e diretores, e que aqueles que têm filhos estudando em escolas ruins consigam pressionar por uma melhoria ou coloquem seus filhos em escolas melhores. Também seria muito positivo que as escolas de baixa qualidade pudessem identificar e contatar as escolas boas, para que as boas práticas das melhores escolas possam ser adotadas pelas demais da rede.

Gustavo ressalta ainda que esse medida não ajudará sozinha na melhoria da educação. 'Sozinha ela não solucionará o problema da educação pública brasileira. Não acredito em soluções mágicas. Mas acho que enquanto a sociedade não se envolver com a questão educacional, não teremos mudanças significativas. E não pode haver esse envolvimento enquanto a sociedade acreditar, erroneamente, que está tudo bem com a nossa educação, como revelam todas as pesquisas de opinião feitas com os pais de alunos da escola pública. Ninguém faz esforço pra mudar algo que ele ou ela acha que está bom. Precisamos dizer a esses pais que existe um problema. Só assim os atrairemos para essa causa. E no momento em que a sociedade pressiona e exige educação de qualidade, estão dadas as condições para que todos os outros problemas sejam resolvidos, pois haverá pressão, cobrança, expectativa', finalizou.

O IDEB - Criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), órgão do Ministério da Educação(MEC), busca reunir em um só indicador dois conceitos importantes para a qualidade da educação: fluxos escolares e médias de desempenho nas avaliações, permitindo com isso, traçar metas de qualidade educacional para os sistemas.

Em uma escala de 0 a 10, o índice é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, base na taxa de rendimento dos alunos, ou seja, quanto maior for a nota da instituição no teste e quanto menos repetências e desistências ela registrar, melhor será a classificação da escola.

Todos os dados são obtidos via Censo Escolar - realizado anualmente -, e as médias de desempenho obtidas nas avaliações do Inep são utilizadas as avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica, realizados a cada dois anos. O que, segundo o governo, ajuda a radiografar quais escolas são problemáticas, quais as promissoras e o que fazer para melhorá-las ainda mais.

Redação Portal ORM